Por que a economia de Santa Catarina foi destaque no Brasil em 2024

O Brasil cresceu mais do que o esperado em 2024 e Santa Catarina, como tem empresas preparadas para atender procura maior, conseguiu crescer mais em vendas do que a média do país

Estela Benetti

Em ano com atividade econômica brasileira puxada pelo consumo interno e influência também do exterior, a economia de Santa Catarina foi uma das que encerraram 2024 com desempenho acima da média nacional. Os dados das pesquisas do IBGE que embasam o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) mostraram que no ano passado a produção industrial do estado cresceu 7,7% frente a 2023, a maior média do país, e SC também foi destaque nos crescimentos anuais de serviços 6,1% e varejo ampliado, 7,2%.

Com setor diversificado e inovador, Santa Catarina fechou 2024 com crescimento na produção da indústria mais que o dobro do nacional, que ficou em 3,1%. Foi a segunda liderança recente de SC no setor. A outra foi em 2021, em plena pandemia, com alta de 10,3%.

Os setores industriais que mais cresceram em SC no ano passado foram os de máquinas e equipamentos (17,1%), máquinas e materiais elétricos (16,9%), confecções (10,3%), metalurgia (10,1%), produtos de madeira (8,9%), produtos têxteis (7,1%), produtos químicos (6,6%) e produtos de borracha e material plástico (6,5%).

ECONOMIA DE SC EM SERVIÇOS

No setor de serviços, Santa Catarina também teve bom desempenho no ano passado. Cresceu 6,1%, quase o dobro da média nacional, que ficou em 3,1%. Considerando os maiores crescimentos entre as unidades da federação, SC ficou em quinto lugar, atrás de estados com economias menores como o Amazonas (10,2%), Amapá (7,7%), Sergipe (7,1%) e Espírito Santo (6,2%).

A maior alta foi registrada no grupo de turismo, de 9% no ano. Em segundo lugar ficou o grupo de transportes e correios com 8,3%, seguido pelos serviços às famílias, 5,4% e serviços de informação e comunicação, 5,1%.

A pesquisa do IBGE sobre varejo ampliado também mostrou bom desempenho no ano passado, com crescimento de 7,2% do setor frente a 2023. Ficou também acima da média brasileira, que alcançou 4,1%. O varejo ampliado inclui vendas de veículos, motocicletas e peças, materiais de construção e atacado de alimentos. No varejo restrito, que não incluí esses três fatores, SC cresceu 4,1% em 2024, a maior alta dos últimos quatro anos.

As maiores altas frente ao ano anterior foram alcançadas nos grupos de veículos, motos e peças (17,2%), seguido por artigos farmacêuticos (11,9%), móveis e eletrodomésticos (8,8%), atacado de alimentos, bebidas e fumo (5,8%).

AVALIAÇÃO FIESC

O presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, observou que um dos setores que puxaram a alta da indústria catarinense foi o de bens de capital, que produz máquinas e equipamentos para outras indústrias.

Na avaliação do presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio -SC), Hélio Dagnoni, os bons resultados de 2024 refletiram o melhor ritmo de atividade econômica do estado.

O setor empresarial do estado comemora os bons resultados de 2024, mas está atento para 2025, quando uma série de setores já enfrenta recuo de atividade. Será um ano de maiores desafios para todos em função dos juros altos, inflação alta e dificuldades no mercado externo devido às novas tarifas de importação dos Estados Unidos.

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